AUTOMONITORIZAÇÃO:
A Chave do Sucesso Para a Prevenção Das Complicações do Diabetes

Várias pesquisas tem demonstrado que a manutenção da glicemia (nível de açúcar no sangue) em taxas ideais, podem prevenir o surgimento e evitar a progressão das complicações crônicas do Diabetes Mellitus.
Conheça agora um pouco mais sobre a monitorização e algumas dicas para você tirar o máximo proveito dos testes.
Benefícios:
· Permite um melhor controle de seu diabetes.
· Avalia a eficiência do tratamento.
· Permite realizar ajuste de doses de medicações (insulina, antidiabéticos orais).
· Previne as complicações agudas como hipo, hiperglicemia e cetoacidose.
· Demonstra os efeitos da atividade física na glicemia.

Tipos de Testes:
Na Urina: Glicosúria: é o teste que mede a quantidade de glicose na urina, com a limitação de fornecer uma estimativa do resultado da glicemia de horas atrás, e não a do momento. A glicose só começa a aparecer na urina quando está acima de 180 mg/dl no sangue.
Centonúria: é o teste que mede a quantidade de centona na urina. A presença de cetonas na urina indica que há uma descompensação acentuada do diabetes. Deve ser feito sempre que a glicemia estiver acima de 250 e/ou glicosúria acima de 500 (++++).
No sangue: Glicemia Capilar: é o teste que indica o nível de glicose no sangue através de uma gota obtida da ponta do dedo. É o teste mais preciso, pois possibilita saber exatamente como está a glicemia no momento.

Freqüência dos Testes: Faça sempre o melhor que puder, a freqüência ideal da automonitorização é de 3 a 4 vezes ao dia. Deve ser realizada antes das principais refeições (café da manhã, almoço e jantar), algumas vezes após as refeições (90 minutos ou 2 horas após) e antes de dormir. Você deve sempre discutir com o seu médico quais são os melhores horários e freqüência ideal especificamente para o seu caso.
Além disso, também faça o teste sempre que apresentar:
· Sintomas de hiperglicemia (sede, fome e se estiver urinando muito).
· Resfriado, febre ou náusea e vômitos.
· Sintomas de hipoglicemia (tremedeira, suor frio, tonturas, palidez, sensação de fraqueza)
· Mudança de seu plano de alimentação.
· Necessidade de ajuste de dose de insulina ou antidiabético oral.
· Mudança de atividade física habitual.

Enfermeira Silvana E. Speggiorin


Para uma Monitorização Adequada

1. Lave as mãos com água e sabão. Enxágüe e seque completamente. Se for usar algodão com álcool, tenha certeza de deixar o dedo completamente seco, antes de retirar a tira do frasco ou fazer o teste.

2. Utilize a lanceta e lancetador com o ajuste da penetração adequado para seu tipo de pele.

3. Evite a reutilização da lanceta. Os pontinhos nas pontas dos dedos podem ser evitados se você utilizar uma lanceta para cada teste, e lavar bem as mãos.

4. Mantenha a mão abaixada, faça uma leve pressão até que a gota de sangue apareça. Tenha cuidado para não apertar ou pressionar demais.

5. Aplique a gota de sangue na tira reagente, de acordo com as instruções do fabricante do monitor.

6. Evite fazer a punção no polegar e no indicador. São os dedos mais utilizados e, portanto, é maior a probabilidade de aumentar a sensação de dor e possibilidade de contaminação.

7. Tenha certeza de que o monitor está funcionando bem e tem a garantia do fabricante, além de seguir as recomendações para limpeza e manutenção.