DIABETES
A palavra Diabetes significa sifão ou passar através de. Esse é o nome que os antigos gregos davam aos indivíduos que se distinguiam por eliminar grandes quantidades de urina, como se a água ingerida passasse por seus corpos, sem se deter.
Diabetes Mellitus é um distúrbio do metabolismo que afeta primariamente os açúcares, mas tem repercussões importantes no metabolismo das gorduras e das proteínas. Na maioria das vezes é caracterizada por uma diminuição de insulina fabricada pelo pâncreas ou pela alteração dessa mesma produção.
Existem, entretanto, diferenças nas causas e na gravidade deste distúrbio. Assim, encontramos diferentes tipos de Diabetes. Os mais comuns são o Tipo I, também chamado de insulino-depentente ou infanto-juvenil, e o Tipo II, ou não insulino-depentente ou do adulto.
O Diabetes do tipo I, normalmente manifesta-se na infância ou adolescência, e em 8% dos diabéticos recém-diagnosticados na faixa de 30 a 74 anos. Na maioria dos diabéticos desse grupo a produção de insulina é muito reduzida ou inexistente, pois as células do pâncreas que produzem insulina foram destruídas e ainda não há como fazer com que elas “revivam”. Dessa forma é imprescindível a utilização de insulina injetável para sobreviverem, uma vez que a insulina não pode ser tomada em forma de pílulas pois é degradada pelas substâncias estomacais.
O Diabetes do tipo II, geralmente ocorre em adultos obesos acima de 40 anos. Quando diagnosticados, esse diabéticos produzem insulina e muitos vão continuar produzindo pelo resto das suas vidas. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas usarem com propriedade toda a insulina secretada. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue consegue ser aproveitada pelas células. Essa ação reduzida da insulina é chamada de resistência insulínica.
Os principais sintomas do Diabetes são: muita sede, micções freqüentes e em grandes quantidades, perda de peso, fome, visão turva, fraqueza entre outros. Os sintomas do Diabetes tipo II são menos pronunciados, muitas vezes inexistentes, por isso muitos Diabéticos tipo II só vem a conhecer sua real condição de diabético quando se submetem a um exame de rotina ou quando já apresentam alguma seqüela.
O diabético, seja de que tipo for, pode levar uma vida normal, desde que apresente sua glicemia (glicose no sangue) dentro dos padrões de normalidade 70 a 110 mg/dl em jejum e 160 a 180 em qualquer horário (pós-prandial). A evolução do Diabetes para as temidas seqüelas, complicações crônicas, está diretamente ligada ao mau controle da doença. Níveis constantemente altos de glicose no sangue, nas mais variadas horas do dia, indicam um mau controle da doença. As complicações crônicas depois de instaladas requerem do paciente maior sacrifício, tanto econômico, quanto físico-emocional, por isso vale o ditado: prevenir é melhor do que remediar!
A
doença atinge cerca de 140 milhões de pessoas no mundo, e estimativas
admitem que esse valor dobre até 2025.
No Brasil já são 9 milhões, sendo que mais ou menos 50%
não sabem que têm a doença. Muitas pessoas acham, erradamente,
que o diabetes é uma "coisa" simples, um problema banal que
"passa deixando de comer doces e usando gotinhas no café, por algum
tempo!"
O problema não é bem assim. Pode-se conviver, tranqüilamente,
com o diabetes - sim- desde que se introduza no dia-a-dia do paciente uma série
de hábitos, rotinas e até medicamentos para neutralizar os efeitos
da doença.
Fora isso, quando o diabetes não é controlado, e adequadamente,
podem surgir inúmeras complicações que afetarão
a qualidade de vida e a possibilidade de uma sobrevida mais longa e normal.
E, principalmente, sem sofrimento.
Fontes: COSTA, Arual Augusto. e ALMEIDA NETO, João Sérgio de. Manual de Diabetes. 3a. ed., São Paulo, Sarvier, 1998.
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VELHA LUTA! DIABETE, NOVO ATAQUE
JULIANE
ZACHÉ_____________________________
A diabete é uma doença traiçoeira. Na maioria dos casos,
os sintomas surgem aos poucos. Boca seca, sede em excesso, vontade freqüente
de urinar e cansaço. Com o tempo, ela mina as forças do organismo
e compromete a qualidade de vida. Podem ocorrer complicações que
levam ao infarto, insuficiência renal, cegueira e até a morte.
No Brasil, calcula-se que dez milhões de pessoas sejam vítimas
do problema.
No mundo o número chega a 150 milhões.
A diabete é caracterizada pela incapacidade de o organismo aproveitar
a glicose (açúcar) proveniente dos alimentos e a existente no
próprio corpo. Isso acontece por falta ou dificuldade na produção
ou absorção da insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas
com a função de abrir as portas das células para a entrada
da glicose.
Chamada de combustível das células (é ela que fornece a
energia para que essas estruturas funcionem), a glicose pode ser tóxica
se alcançar taxas elevadas no sangue. Na diabetes, como
o acesso às células está impedido porque a "chave"
não está disponível, ocorre esse acúmulo. Há
dois tipos da doença. No tipo 1, não há a produção
de insulina. Calcula-se que cerca de 10% sejam vítimas dessa disfunção.
No tipo 2 - a mais comum -, o hormônio é fabricado no início
da doença, mas o corpo desenvolve resistência à sua ação.
Sobra glicose no sangue e, para reagir a isso, o pâncreas produz mais
insulina, até esgotar sua capacidade de funcionamento.
Apesar da gravidade do problema, a medicina ganha cada vez mais batalhas.
Uma das boas notícias vem da área de medicamentos. O laboratório
Avntis Pharma lançou, no Brasil, e em vários outros países
a Lantus, a primeira insulina com ação de 24 horas a chegar no
mercado. È uma ajuda e tanto.
Diferentemente das insulinas disponíveis até agora, com ação
média durante 16 - horas, a glargina (princípio ativo da droga)
irá manter os níveis do hormônio normais e constantes durante
todo o dia, imitando o que acontecem um organismo sadio. Portanto, o remédio
evita o desequilíbrio dos níveis da glicose e da própria
insulina. Para os pacientes que precisam tomar pelo menos duas doses do hormônio
por dia, a Lantus é um grande alívio. A partir de agora, eles
poderão injetar o hormônio apenas uma vez - o que significa menos
desconforto -, além de terem a certeza de que a diabete estará
controlada 24 horas por dia.
Há outra vantagem. O remédio diminui bastante as chances de ocorrência
das crises de hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue), cujos
sintomas são mal-estar, tontura, desmaio e, em casos graves, até
coma. O efeito colateral é comum às drogas atuais.
Após o pico de atuação desses remédios, há
uma queda abrupta de sua ação no sangue, o que pode provocar a
hipoglicemia. "No caso da glargina, o desconforto praticamente não
acontece, pois sua ação é lenta e duradoura", afirma
Jorge Gross, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O especialista testou
a eficácia da Lantus em trinta pacientes, durante dois anos.
Os resultados comprovam a eficácia da droga. Para seu efeito ser ainda
melhor, os médicos poderão associá-la a insulinas de efeito
ultra-rápido, tomadas antes das refeições.