TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Antes de discutir o assunto vamos lembrar que o mecanismo da hiperglicemia é diferente, no Diabetes Tipo 1 e Tipo 2. No tipo 1, o problema básico é a falta de produção de insulina pelo pâncreas e, nesses casos, não há outra escolha terapêutica senão a de injetar no organismo a insulina externa de que se necessita. No Tipo 2, na fase inicial, os níveis de insulina podem estar normais ou alterados, porém, as células não conseguem captar a glicose. Nesses casos, os comprimidos podem estimular a produção adicional de insulina, ou melhorar as condições de captação de glicose pelas células periféricas. Mesmo não dependendo de injeção de insulina para viver, o portador de diabetes Tipo 2 pode necessitar do tratamento insulínico por breves períodos, ou diretamente, para manutenção dos níveis glicêmicos aceitáveis, quando os antidiabéticos orais não estiverem fazendo efeito. Alguns Tipo 2, principalmente os obesos, podem até dispensar a medicação oral. Apenas a nutrição equilibrada e exercícios físicos permitirão a eles a perda de peso e normalização dos níveis glicêmicos, sem necessidade de remédios.
Modalidades de Tratamentos Medicamentosos:

Dispensável: Esta modalidade de tratamento é aplicável a certos casos de diabetes Tipo 2, principalmente em obesos, nos quais o tratamento nutricional, associado a um programa de exercícios físicos regulares, é o suficiente para controlar os níveis glicêmicos dentro de limites aceitáveis.

Somente com antidiabéticos orais: Esta modalidade inclui quem tem diabetes Tipo 2 que não obtém bom controle glicêmico só com nutrição adequada exercícios físicos. Para eles, os antidiabéticos orais propiciam níveis glicêmicos aceitáveis, desde que continuem com a nutrição balanceada e os exercícios físicos regulares.

Com antidiabéticos orais e/ou insulina por curtos períodos: Este é o caso de quem tem diabetes Tipo 2 e está bem controlado com antidiabéticos orais, mas que apresenta, de repente, uma intercorrência médica (gripe, virose, infecções bacterianas, estresse físico ou emocional, cirurgias, etc). Nesses casos, o diabetes se descontrola, a glicemia tende a subir e ficar instável e a situação muitas vezes, só é controlada com injeções de insulina enquanto durar o evento. Passado o problema, a insulina é progressivamente suspensa e o paciente volta a ser controlado com antidiabéticos orais.

Com uso diários de insulina, associado, ou não aos antidiabéticos orais: Neste grupo estão aqueles que, mesmo não sendo do Tipo 1, necessitam diariamente de insulina, associada ou não aos antidiabéticos. Isto acontece quando níveis aceitáveis de glicemia não são alcançados, apesar dos antidiabéticos, da nutrição e dos exercícios físicos. Neste caso, só o médico decidirá se a administração concomitante de antidiabéticos orais está ou não indicada.

Exclusivo e permanente com a insulina: A este grupo pertencem os do Tipo 1 que dependem totalmente das injeções de insulina para a própria sobrevivência. Nestes casos, não há nenhuma indicação para o uso concomitante de antidiabéticos orais. A dosagem pode variar conforme o grau de controle glicêmico. Pessoas que seguem estritamente o plano nutricional e desenvolvem um programa regular de atividades físicas têm uma necessidade menor de insulina.

Convivendo Com o Diabetes - Roche

Remédios liberados para diabéticos.
Caso não haja melhora procure seu médico.

- Febre : Tilenol;

- Dor de garganta: Pastilhas Dequadim;

- Dor de barriga: Floratil (200 mg) 1 cápsula de 8 em 8 horas;

- Dor de cabeça: Tilenol ou Novalgina em comprimidos;

- Tosse: Silomat gotas (20 gotas 3 x ao dia);

- Gripe: Rinossoro e Vitamina C sem açúcar.

OS PERIGOS DA GRIPE

Quando não tratada corretamente, a gripe pode evoluir para complicações como bronquite, pneumonia, sinusite e otite. Crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas (como diabetes, asma, cardiopatias etc.) são mais suscetíveis a essas complicações.

Por que antibióticos e antiinflamatórios não curam a gripe?
Antibióticos são medicamentos que atacam as bactérias e não os vírus, por isso não são úteis em infecções virais como a gripe. Da mesma forma, antiinflamatórios só tratam os sintomas da gripe, mas não a curam.
Essas medicações podem ser úteis nos casos de complicações da gripe, mas apenas o médico pode avaliar a real necessidade do uso de um ou de outro.

O uso inadequado de antibióticos contribui para o desenvolvimento de bactérias resistentes! Isso é um problema de saúde pública!!!

O que fazer se você "pegar" gripe?
Se você apresenta febre alta (38°C ou mais) e dois ou mais sintomas de gripe (tosse, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, fraqueza, exaustão extrema, desconforto no peito, nariz congestionado, coriza, dor de garganta). Procure seu médico imediatamente!